Razão para ir a India? Quando ainda estava fazendo minha formação de Yoga, lembro-me bem dos comentários sobre a Índia. Tudo parecia envolto em mistérios e um romantismo quase magnético; aquilo gerava uma vontade danada de pegar o primeiro voo. Tudo ao meu redor cooperava com esse impulso: eu estava mergulhada na filosofia do Yoga, cheia de informações frescas e sentindo um universo inteiro a desbravar, movida por aquela ânsia típica do praticante iniciante de aprender e compartilhar. Mas, mesmo com esses estímulos e uma certa "falsa vontade", o tempo passou e concluí que, na verdade, eu não tinha motivo real para aquela viagem. Eu via os outros irem e voltarem, narrarem suas histórias cheias de desafios ou de êxtases românticos, enquanto minha vida seguia outros ritmos. Certo dia, porém, um chamado diferente bateu à minha porta. Investi em pesquisas, visitei o site do Pedro Kupfer e li suas dicas elegantes e conclusivas — que, aliás, recomendo a qualquer um, junto com o indi...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."