Imagine que o seu corpo físico é apenas a moldura de um quadro, mas a pintura verdadeira transborda para as paredes e para o próprio ar, pois no Tantra a consciência não está encerrada no crânio, mas é o próprio oceano onde a vida boia. Esse oceano é o que chamamos de Cit (a consciência pura e absoluta), o substrato luminoso que precede a matéria e tudo permeia. Os chakras, portanto, não são engrenagens escondidas sob a pele, mas centros de ressonância que flutuam nessa Testemunha eterna que, em seu Spanda (o pulsar vibrante e primordial), sonha o universo. Eles assemelham-se a notas musicais que não pertencem ao instrumento, mas ao silêncio que o som atravessa, compartilhando a mesma gravidade invisível da substância única de onde brota cada átomo. Despir-se das concepções pejorativas é o primeiro passo para encontrar a verdadeira senda tântrica. Longe de ser uma busca por performance, o Tantra é o Tear Vivo da teia e da urdidura, onde a espiritualidade é o fio de seda que atrave...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."