Aos alunos com carinho Saudações primaveris, Queridos Leitores. Após uma década de travessia no Yoga, rompo o silêncio para compartilhar a colheita de dez anos de solo e alma. Este texto nasce de duas intersecções: um trocadilho que o título carrega e uma reflexão sobre a utopia no autoconhecimento. Se buscam aqui o misticismo que entorpece, sinto desapontar; minha oferta hoje é o real. No alvorecer da minha carreira, eu era habitada por uma crença messiânica. Imaginava que o Yoga era a chave absoluta, capaz de abrir todas as portas da cura, da paz e da resolução de conflitos. Eu via no "Outro" alguém que precisava ser salvo por mim, e nessa missão, vesti o arquétipo da salvadora. Contudo, ao tentar carregar o mundo nas costas, esqueci-me de que o mundo tem o seu próprio peso. O tempo, senhor da verdade, trouxe a sobrecarga. A energia escoou, os projetos paralisaram e a consciência nublou. Vi-me secundária em minha própria vida, culminando em um colapso necessário. Foi ali qu...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."