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Mostrando postagens de maio, 2012

Pare

Pare Houve um dia em que me vi mergulhada no fluxo de situações que insistiam em se repetir, como ecos de uma canção antiga que eu já não desejava ouvir. Após longos dias em silêncio, de uma análise que atravessou as camadas da alma, cheguei a uma única palavra, absoluta e necessária: "Pare". Ao desenvolver esse pensamento, percebi que esse silenciar era o despertar do meu Purusha, a consciência que observa além do movimento. Parei e observei tudo à minha volta, questionando se as repetições eram fios tecidos pelo passado, e a resposta ressoou com clareza: sim, é muito provável. Não se tratava apenas de uma conexão com eventos idos, mas de uma amarra profunda aos Samskaras, aquelas sequelas e impressões que o tempo gravou em meu ser. Compreendi que, ao não refletir, eu permitia que a matéria e a memória — a densa Prakriti — ditassem o ritmo dos meus dias. Mas, ao evocar o "Pare", ativei meu Buddhi, o intelecto superior que discerne e liberta. Decidi, então, mudar me...