Mulher, Mulher! Que escola que você foi ensinada? Começo esta reflexão com uma estrofe da música de Erasmo Carlos que era cantada pela minha mãe. Hoje ela já não canta tanto, mas continua firme em sua caminhada. Se hoje posso escrever estas linhas e expressar minha voz, é porque herdei dela a consciência de que nossa existência é uma conquista diária. "Mulher, mulher! Que escola você foi ensinada? Jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés." Esses versos sempre me pareceram um reconhecimento de superioridade — talvez um escudo necessário que minha mãe ergueu para enfrentar as injustiças que sofreu. Meu pai, alcoólatra e frequentemente violento, fez com que a separação ocorresse muito cedo. O trauma foi tamanho que, aos oito meses de gestação, um susto terrível causado pela violência dele me fez "escolher" ocupar apenas o lado esquerdo do corpo dela. O resultado foram dores atrozes para ela e, para mim, o "brinde" de uma orelha de abano. Dess...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."