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Mentira

Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras. Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade se a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte. “Mentir” é contar uma mentira. Uma pessoa que conta uma mentira, em especial uma pessoa que conta mentiras com freqüência, é um “mentiroso”.

O significado acima, extraí da wikipédia.

A pessoa mais mentirosa que conheci na vida se parecia bonzinho, compreensível, prestativo, amigável, tolerante, inteligente e sensível...

Ah...e usava até óculos!!!!

Mas como uma pessoa com tantas qualidades poderia ser tão mentirosa? 

Bem, a conclusão deixo por sua conta, mas antes de concluir acompanhe o conto que compartilho abaixo.

Existe um conto indiano que fala sobre um personagem particular que gostava de mulheres, jogos, bebida, noitadas, trapassa e coisas do tipo. 

Um dia cansado de tanta esbórnia, resolveu procurar um mestre, mas não só um mestre, mas também espiritualidade, algo que preenchesse seu vazio.

Na presença do mestre, falou tudo sobre sua vida e perguntou ao mestre o que ele poderia fazer para mudar, melhorar e deixar para trás esta vida errante. O mestre antecioso falou sobre ética, sobres valores universais, sobre uma vida voltado ao auto-conhecimento e auto-estudo.

A princípio o personagem peculiar achou impossível seguir tais valores citados pelo mestre, achou que estava condenado para sempre ser exatamente o que era, uma vida errante e com vazio.

O mestre atencioso e prestativo sugeriu ao nosso personagem peculiar trabalhar apenas uma característica, afinal o personagem vivia sobre determinados padrões de comportamento repetidos durante anos, e, obviamente não se muda da noite para o dia.

Então o mestre reforçou a idéia de se trabalhar apenas uma característica, consequentemente ele conseguiria trabalhar as demais.

O personagem peculiar ficou pensativo, mais ainda assim, achou impossível. De qualquer forma, saiu da presença do mestre dizendo que iria trabalhar a mentira, isso seria mais fácil para ele.

Depois deste encontro com o mestre, e ainda com sua vida errante, o personagem resolveu assaltar o tesouro do reino. Arquitetou uma invasão e assim conclui seu plano na calada da noite. O tesouro era bem vigiado e para roubar o tesouro necessitava uma certa astúcia. Digamos que um grande desafio.

O personagem particular, roubou tudo que pode, mas deixou para trás umas pedras preciosas. O personagem deixou-as para trás porque achou que deveria tratar-se de pedras de família, e, provavelmente seria difícil vende-las, qualquer um poderia reconher o autor do roubo.

No dia seguinte, quando o rei soube do roubo ficou em fúria, usou todos os recursos possíveis para reconhecer o ladrão e ainda pediu que ele chegasse até sua presença vivo, afinal a petulância foi gigantesca.

O personagem peculiar foi achado e então levado até a presença do rei.

Durante o julgamento o personagem se vê diante de um fim, não haveria perdão, logo seria condenado a morte. Então o rei pergunta o que teria dizer em sua própria defesa, e eis que nosso personagem particular diz:

Não roubei tudo, ainda deixei para trás as jóias de família. O rei desconfiado, ordena ao tesoureiro fazer averiguação. 

Após a averiguação, o tesoureiro retorna ao salão de julgamento e afirma ao rei não ter encontrado nada.

Raivoso com tal situação e prestes a perder a vida, nosso personagem peculiar tenta sua última cartada. 

Nosso personagem peculiar questionou:

Quem cuida dos tesouros?

Todos apontam para aquele que fez a averiguação, uma pessoa de bem, nunca tinha discutido, brigado ou feito qualquer coisa que levasse a crer ser reponsável por um roubo ou qualquer atitude do gênero. Assim como aquela pessoa que lhes citei lá em cima antes de iniciar este conto. Não havia nada que desabasse sua conduta, afinal tão prestativo, atencioso, bondoso, passivo, que mal tinha esta pessoa?

E então o personagem peculiar diz:

Então por que a sala de tesouros estava aberta ontem? Eu comuniquei minha vontade a vários ladrões, alguns ladrões atrás de perdão poderiam ter avisaso o tesoureiro e porque não ser interessante deixar a porta do tesouro aberta?

Afinal os ladrões também poderiam dar pistas de onde me escondo, assim como deram e vocês chegaram até a mim. Depois desta descoberta e ser morto pelo que fiz, quem mais poderia tirar vantagens sobre isto? O próprio tesoureiro que assim como eu, poderia aproveitar a confusão de minha morte para se apossar daquilo que não pertencia a ele.

Por que vocês não revistam os bolsos do tesoureiro agora, assim vocês podem comprovar minha teoria, e mais a mais estou quase morto, que diferença faz eu dizer mentiras ou verdades agora?

Depois de muitos protestos, confusões e etc. O próprio rei se deu ao trabalho de revistar seu tesoureiro e depois de ter achado as pedras da família real nos bolsos dele, ficou perplexo, assim como os demais presentes no julgamento. 

O rei condenou seu tesoureiro e absolveu o personagem por ter usado de veracidade. 

O personagem não mentiu, foi franco e por conta disto o rei convidou-o para ser o novo tesoureiro.

Com a importância do cargo e o aumento de responsabilidade, ele parou de beber, afinal agora necessitava estar mais atento com seu novo trabalho.

Também deixou de sair com muitas mulheres, seu cargo público o deixou mais discreto, ele precisava ser exemplar. Além disso, desistitu dos jogos, trapaça e tudo mais que viveu por anos de uma vida errante.

E assim, como aconselhou o mestre, bastava trabalhar uma certa característica que as demais seriam por consequencia.

Então, aqui finalizo este conto. Fica por sua conta a conclusão do tema, de minha citação e do conto.

Bom proveito.

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