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Então cá está a Carta da Terra

Bem, não estou aqui para pegar para mim os méritos da carta da Terra, mas sim compartilhar com você os intuitos dela. Se você não gosta ou possui dificulades em navegar por sites, aqui está o documento mais lindo que já encontrei sobre ética http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html Aqui em baixo eu a copio para sua apreciação, comentário, participação, reflexão e etc. A CARTA DA TERRA PREÂMBULO Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça e...

O que é Carta da Terra?

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. Ela reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da C...

Amor e Meditação

Amor e Meditação On aime d’abord par hasard Par jeu, par curiosité Pour avoir dans un regard Lu des possibilités Et puis comme au fond de soi-même On s’aime beaucoup Si quelqu’un vous aime, on l’aime Par conformité de goût On se rend grâce, on s’invite À partager ses moindres mots On prend l’habitude vite D’échanger de petits mots Quand on a longtemps dit les mêmes On les redit sans y penser Et alors, mon Dieu, on aime Parce qu’on a commencé Tradução A gente começa a amar Por simples curiosidade, Por ter lido num olhar Certa possibilidade. E como, no fundo, a gente Se quer muito bem. Ama quem ama somente Pelo gosto igual que tem. Pelo amor de amar começa A repartir dor por dor, E se habitua depressa A trocar frases de amor. E, sem pensar, vai falando De novo as que já falou, E então continua amando Só porque já começou.” Diz o poeta que começamos a amar por curiosidade, como quem abre uma janela para espiar o que o outro esconde no olhar. Esse início, humano e trêmulo, é o que a tradiç...

O que faz você se sentir bem ?

Olá Pessoas, Os mais conhecidos sabem que adoro ouvir CBN , meu querido avozinho já fazia algo parecido, CBN da Idade da Pedra, para acompanhar as notícias da cidade e do mundo. Aliás, devo confessar que é mais neutro e menos impactante que a TV, além disso, trata-se de um jornalismo mais sério no qual não perdemos a reflexão por induções absurdas. Bem, o programa de rádio que mais me identifico é o CNB S. Paulo. O programa tem como jornalista âncora Milton Jung. Dentro do CBN S. Paulo assuntos, curiosidades e notícias importantes sobre a S. Paulo borbulham. Te confesso que acompanhar este programa por anos me fez criar um olhar muito diferente da cidade de S. Paulo. Antes, eu apenas criticava, mas como também sou moradora e faço parte desta grande teia de aranha, acho que tenho que participar e ajudar a melhora-la. Sair correndo daqui aos finais de semana e fingir que não é comigo é muito fácil, mas participar e tomar responsabilidade por ela é outra coisa, talvez até um pouco árd...

A Tocha e o Aventureiro

A Tocha e o Aventureiro E naquela noite, em meio a caçadores e caçadoras; os cheiros, a sensualidade, as risadas, as piadas indecentes, a bebida, o cigarro. Bem-vindo à esbórnia — que nada mais é que o Madhu-vana, a floresta dos sentidos onde o tempo se dissolve. No meio de tudo isso, lá está ela "a Tocha", personificação de Rati, a beleza que incendeia sem precisar de pavio. E de outro lado lá está ele "o Aventureiro", portando o arco invisível de Kamadeva, o deus que não fere, mas desperta. O aventureiro toma coragem, e, uma conversa, um copo, uma outra bebida, risadas, brigas, desentendimentos, filosofias de vida, minimalismo. Ele tenta cercar o infinito com palavras. Libertarismo, desejos e teias. Amor, raiva, ódio, inveja — os componentes do Samsara fervendo em um copo de vidro. No meio de tudo isto a Tocha acende aquele desejo, o contato, a pele, o toque nas costelas, as mãos dançantes. É o despertar de Agni, o fogo sagrado que exige sacrifício. Os órgãos quen...

Surya Namaskar - Saudação ao Sol

Surya Namaskar -  Saudação ao Sol Parece estranho que, pleno século XXI, ainda busquemos algo chamado "Saudação ao Sol". Soa anacrônico, quase um desvio de rota em um mundo tão técnico. Mas essa prática de Hatha Yoga, com seus movimentos que dançam conforme o fôlego, revela que a conexão e a fluidez não são apenas exercícios; elas aumentam o calor do corpo para queimar o supérfluo, servindo como o aquecimento essencial para algumas modalidades de yoga. Há quem diga que praticar 108 saudações ao sol em cada mudança de estação é o auge dessa técnica. Para mim, esse número — que espelha a distância cósmica entre nós, a lua e o astro rei — representa a importância de alinhar o ritmo interno ao relógio do universo. É o momento em que os 12 passos da sequência deixam de ser postura e viram oração silenciosa. Particularmente, gosto muito desse ritual, não apenas pelo calor físico, mas pelo ritmo que ele agrega à vida. É o meu sentir: a conexão com o Sol me traz para algo mais terren...

Contentamento

Quando me deparo com a palavra Santosha — esse contentamento que o Yoga nos ensina — sou invadida por questionamentos que ecoam no peito: Estarei eu, de fato, contente com a vida que levo? Terei eu conquistado tudo o que desejo? Mas as dúvidas se dissipam e a filosofia se faz carne quando recordo Kiko e Kika, um casal de alma solar, donos de um bistrô formidável em Aiuruoca, Minas Gerais. Ao olhá-los, o pensamento se aquieta em uma única certeza: "Isto é contentamento". Ela, Cristina, é o encontro de Portugal com a herança africana. Dona de mãos de fada, é capaz de proezas que parecem rituais: colhe ervas sob o orvalho da madrugada, capturando a essência da terra para que a comida pulse um sabor especial — e quão especial ele é! Ele, Kiko, um francês com o sangue da Irlanda, possui um nome que a língua tropeça em pronunciar, mas uma simpatia que o coração entende de imediato. É um anfitrião nato, portador de uma leveza de espírito que desafia as gravidades do mundo. Digo isto...