Felicidades aos Namorados Tempos atrás, mesmo quando o coração encontrava par, eu nutria um "bode" visceral e altivo pelo Dia dos Namorados. Sob o abrigo de um discurso exigente e por vezes prepotente, eu sentenciei que o afeto não carecia de calendários nem de fetiches materiais. Aos meus olhos de outrora, a data era apenas uma engrenagem fria da máquina comercial, um palco de plástico para sentimentos que deveriam ser livres. Eu vivia o meu próprio mito de Shiva isolado, o asceta que, do topo de seu Kailash intelectual, desprezava as convenções do mundo e as celebrações da matéria, acreditando que a verdade residia apenas na meditação solitária e na negação do supérfluo. Eu acalentava a crença de que as demonstrações de amor deveriam brotar como flores silvestres, vindas diretamente das profundezas do peito, sem o compasso do relógio social. Afinal, sou feita desse barro: adoro subverter o calendário, bordar surpresas em dias comuns e arquitetar situações para o encantamen...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."