Praticante de yoga fora do tapete? Querido leitor! Querido leitor, Hari Om! Alguma vez você já silenciou o ruído das técnicas para perguntar ao próprio abismo: por que, afinal, decidi caminhar pela via do Yoga? O que resta dessa prática quando o tapete é dobrado e o incenso se apaga? O que é ser um praticante quando o corpo não está em asana, mas em colisão com o mundo? Pergunto-me se essa "espiritualidade" que tanto buscamos não se tornou um esconderijo. Afinal, és um praticante sincero e austero ou apenas um colecionador de rituais que servem para te manter, em segurança, na margem de si mesmo? Eu escrevi praticante. Pois há quem use o sagrado apenas para decorar a superfície, evitando o mergulho nas águas turvas da própria sombra. Fora do tapete, a ética deixa de ser uma tábua de mandamentos e torna-se a própria textura do seu caminhar. Como você lida com o Outro — esse espelho incômodo que é outra cultura, outra dor, outra sociedade? Você conhece os Yamas e Niyamas como ...
"Permitir-se vivenciar: é aí que o Yoga pulsa. Quando a sabedoria dos textos e o olhar do autoestudo se transformam em ação na pele, a técnica ganha vida. Isso é a práxis yogui: o tapetinho como um laboratório vivo e um caminho sagrado para a liberdade."